Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens

7 de março de 2013

Me leve pra casa, por Victor Lessa.


Só espero que me leve
Pra casa hoje
E me dê um beijo
E me dê a paz,
Que há muito não vejo

Porque afinal,
O que desejo
É mesmo um beijo
E só um beijo
Seu

Porque todo esse teatro,
O primeiro, o segundo
E o terceiro ato,
É tudo pra te impressionar

Todo esse sorriso,
Toda essa platéia,
Todo esse orgulho,
É só pra te fazer me amar

Beijos, bocas, abraços,
Camas, sexo, carinhos,
Cinemas, perfumes,
Braços, mãos...
Nada disso vem de você

E é tudo,
No fim,
Medo da solidão
E é tudo mesmo assim e nada demais!
No fim, é só medo de não ser seu
E de mais ninguém
Nunca mais

disponível em: http://jadiziaeujadizia.blogspot.com.br/2012/08/me-leve-pra-casa.html

14 de fevereiro de 2013

6:59 am





6:59 AM


Me disseram
que as pessoas no exército
fazem mais coisas até as 7:00 am
do que eu faço
num dia inteiro

Mas se eu acordar
às 6:59 am
e me virar para você
para traçar o contorno dos seus lábios
com os meus
Eu terei feito o suficiente
e não terei matado ninguém
no processo.

- Shane Koyczan

Você consegue se imaginar encontrando alguém...


Você consegue se imaginar encontrando alguém
que entenda
                                       porque você é tão reservado?
Você consegue se imaginar encontrando alguém
que permaneça?
                                               Não importa o que você o faça atravessar
ele sempre permanecerá na linha de frente
             esperando você
que a luz nunca se apaga
seu contorno sempre ficará nos lençóis
                                 ele nunca ocupará o seu espaço no guardarroupa dele
Ele se tornará uma parte de você
                    e você se tornará uma parte dele
De tal forma
                             que se fosse para algum dia ele faltar
            seria como se você estivesse faltando também

11 de dezembro de 2012

I think I made you up


Eu fecho meus olhos e o mundo todo cai morto;
Eu levantei minhas pálpebras e tudo nasceu novamente.
(Eu acho que inventei você na minha cabeça.)
Eu sonhei que você me transformava numa cama.
E cantou para mim lunático, me beijou insano.
(Eu acho que inventei você na minha cabeça.)

Perda



Ao perder eu a você,
você e eu perdemos:
eu, porque você era
o que eu mais amava,

e você, porque eu era
quem te amava mais.


7 de dezembro de 2012

Sorte



E se você está
amando,
então você é
sortudo.

Porque a maioria
de nós é amarga
por causa de alguém.

3 de dezembro de 2012

Você



Me apaixonei por seus pensamentos,
a maneira como você diz meu nome,
como você me deixa sem fala

Eu anseio estar na sua mente,
ouvir o sussurro de cada pensamento,
me perder nos seus mais profundos desejos

Eu quero você deitado perto de mim
acariciando as curvas suaves do meu rosto,
correndo seus dedos pelas minhas costas

Me apaixonei por você.
Eu sofro por você
Eu quero você.

11 de maio de 2012

Trecho

“Eu ansiava versificar você, sem pretensão específica de somente lhe compor alguma rima naturalmente perfeita. Meu real desejo era lhe prender em versos, em palavras bonitas que ditassem o compasso da nossa relação, daquele mesmo amor que arranca o ar dos nossos pulmões, ruborizava sua face quando tocava sua pele. Eu posso ser um tolo por pensar que seria capaz de poetizar você, sem nem ao menos entender a poesia, sem compreender uma métrica ou entender de versos tão assim decassílabos; acreditei estupidamente que era detentor da capacidade de trovar nosso amor, de lançar cantigas de amigo por toda a rua e somente os apaixonados entenderiam. Eu estava errado, meu bom amor. Jamais seria capaz de encontrar caminhos determinados que aprisionem essa andorinha que é seu coração; por isso me desfiz do corpo de homem, dos braços de um lutador, e tornei-me um pássaro para buscar você entre as nuvens, nesse céu imenso, atravessar o tempo e fazer ninho ao seu lado em algum pessegueiro solitário, escondidos daqueles que ainda se prendem a métrica do amor. Sejamos então, minha boa senhora, os desgarrados da paixão.”
Indomável

23 de janeiro de 2012

Eu levo o seu coração comigo, E. E. Cummings

I carry your heart with me (i carry it in), E. E. CUMMINGS

Eu levo o seu coração comigo (eu o levo no
meu coração) eu nunca estou sem ele(a qualquer lugar
que eu vá, meu bem, e o que quer que seja feito
somente por mim é o seu feito, minha querida)
                                                               eu não temo
nenhum destino(pois você é o meu destino, minha doçura)eu não quero
nenhum mundo(pois bonita você é meu mundo, minha verdade)
e é você o que quer que seja o que a lua signifique
e tudo que o sol sempre cantará é você

aqui está o mais profundo segredo que ninguém sabe
(aqui está a raiz da raiz e o botão do botão
e o céu do céu de uma árvore chamada vida; que cresce
mais alto do que a alma pode esperar ou a mente possa esconder)
e esta é a maravilha que está mantendo as estrelas distantes

Eu levo o seu coração(eu o levo no meu coração)

22 de dezembro de 2011

Fogos de artifício



Quando você encontra uma pessoa,
muito diferente de você,
num bom sentido,
você nem ao menos precisa beijá-la
para ter explosões de fogos de artifício.

É como ter fogos
no seu coração
o tempo todo.

14 de dezembro de 2011

3 de junho de 2011

Volúpia, Florbela Espanca

No divino impudor da mocidade,
Nesse êxtase pagão que vence a sorte,
Num frémito vibrante de ansiedade,
Dou-te o meu corpo prometido à morte!

A sombra entre a mentira e a verdade...
A núvem que arrastou o vento norte...
--- Meu corpo! Trago nele um vinho forte:
Meus beijos de volúpia e de maldade!

Trago dálias vermelhas no regaço...
São os dedos do sol quando te abraço,
Cravados no teu peito como lanças!

E do meu corpo os leves arabescos
Vão-te envolvendo em círculos dantescos
Felinamente, em voluptuosas danças...

__Florbela Espanca



24 de maio de 2011

Fio do tempo

"Que todo mundo tenha um amor quentinho. Descanso pro complicado do mundo. Surpresa pra rotina dos dias. A quem esperar. De quem sentir saudades. Um nome entre todos. O verso mais bonito. A música que não se esquece. O par pra toda dança. Por quem acordar. Com quem sonhar antes de dormir. Uma mão pra segurar, um ombro pra deitar, um abraço pra morar. Um tema pra toda história. Uma certeza pra toda dúvida. Janela acesa em noite escura. Cais onde aportar. Bonança, depois da tempestade. Uma vida costurar na sua, com o fio comprido do tempo".

__ Briza Mulatinho

30 de abril de 2011

:: sinuosos ::

Irrefletido sentimento
esse suor que me cobre
esguio como seu corpo
que se deita sobre mim

Impensados movimentos
quentes e inconstantes
como sua presença nua
que invade todo espaço meu

Insensato sabor
suave a minha saliva
doce como seus olhos
que espreitam todo existir

Insanos momentos
profundos como meus sonhos
são as sombras das tuas horas
que nublam todo porvir

Insconstante verdade
sinuosa como meu corpo
aprazível e deliciosa
sua boca que nos faz mentir


...

13 de abril de 2011

Pensamentos


são todas essas loucuras que caem com os seus cabelos e que enfeitam nossa cama
são todos esses pensamentos caindo dos seus olhos
são todas as preces que partem de seus lábios
são todas as noites em que permaneceu calado
quando com suas mãos
no seu próprio corpo me encontrou
quando com suas mãos no meu rosto se marcou

são todas as fábulas e espécies de contos que não terminam
são todas as ilhas perdidas no mar
afogadas entre as ondas
secas
molhadas

são todos os seus dias de glória que não passam de pó
são todos os grãos desse pó que ofuscam meus olhos
são tantos abraços e tantos beijos que você já não sente mais
são tantas peles e tantos ares que já não te conseguem cobrir

são todas essas coisas que te cercam e te fazem pensar
quando acorda pela manhã
e olha para aqueles pequeninos olhos sinceros
e olha para minhas costas inocentes
quando olha nossas infâncias diferentes que se protegem unidas
quando olha para nossos cabelos juntos espalhados em seu travesseiro
como se fôssemos suas duas crianças
é que se arrepende de ser o pouco que pedimos
e ser mais
mais do que poucos podem sonhar

_Constanza

24 de julho de 2007

Inalcanzable



Recôndito d'Alma no qual me escondo
Busca incessante na qual me perco
Ilude as tuas formas em pesados passos
Pegadas nas minhas palmas teu rosto marcado e seco