26 de julho de 2007

Unveil Me...


Me escondes atrás de teus olhos.
Temes que ela sinta o meu cheiro em tua pele

de tanto que pensas em mim.
Guarda-me a sete chaves
como um segredo irrevelável...

Uma metástase.
Unveil-me.

No teu coração não me permites.

Mas se olhas tua alma
ouves nas incansáveis frases o meu nome.

O senhor perdeu-se em qualquer uma dessas esquinas,
como se perdeu a minha virtude
de tanto procurar-te e fugir-me de ti.

Nas esquinas dos dias recosta-te
esperando que eu parta.
E se eu partir,
seguir-me-á fatalmente,
como se fosse minha, a culpa do teu viver.

Tanto que sou tua
que me desejas solitário...
E explodem pelos cinco
os mil desejos disfarçados.

Pára e observa...
E quem encontrarás sob as ondas turbulentas?
Se observar, quem é a tormenta que torna teu mar revolto?
Olha bem no fundo da água escura e procura

se não é o mesmo chão que cobre toda a terra,
o que me encontrará sob as tuas águas.

Observa se não tem o meu rosto, a tua espuma...
Se não tem o meu cheiro, o teu sal...

Se não tem a cor da minha solidão
o furor que nunca te abandonará...