7 de dezembro de 2011

Eu não só amo, mas também desesperadamente. Meu cabelo é exaltado e levado pelo vento que bate sem piedade, e eu me torno ventania colada à porta do carro. A estrada podia ser você, para eu me jogar. Para eu ser real de novo e mais pesada que o vento, ser largada no asfalto quente enquanto beijo sua boca minha. Para diminuir a velocidade - a da vida - que me empurra para longe, que nos empurra para longe desde que nascemos. Para ser águia ou ter força o bastante para encontrá-lo a dois segundos. A dois míseros pedaços de tempo que nem fariam falta, mas que nos salvariam da saudade.
- Mariane Cardoso