22 de dezembro de 2011

Eu sou intenso, indeciso, muito indeciso! Daqueles que não sabem nada sobre a vida e nem procuram saber. Sabe, eu não ligo pra nada, meu lema sempre foi deixar a brisa do vento me derrubar no chão e permitir que o barulho do mar cutucasse feridas abertas que tenho aqui dentro. Ontem eu jurava que casaríamos e teríamos filhos, hoje tenho certeza que não daríamos certo… me disseram que só amor não constrói uma relação. Mas amanhã, ah, meu bem, amanhã irei afirmar com pulso firme que nosso amor constrói sim. Nós daríamos tão certo… você parece ter sido feita pra mim, enviada dos céus pra que eu cuide de você… ou o contrário, não sei cuidar de nada e sou desastrado que nem um pateta. Você é boa demais pra mim, meu amor, boa demais… Como é que isso ia dar certo? E outra, eu vivo tendo umas crises meio malucas e tenho perda de memória constantemente. Outro dia olhei pro espelho e levei um susto, não lembrava de ter cortado o cabelo, e ainda não me lembro. E hoje, bom, hoje eu acordei extasiado. A vida parecia ser maravilhosa e eu pensei em atravessar os sete mares pra te encontrar, mas no minuto seguinte eu me encontrei num estado de leseira implacável. Eu vivo em verdadeiros extremos, e nós, bem, nós não ficamos no raso. Ou a gente se afoga ou a gente fica na areia. Você é tudo que eu sempre quis, é tudo tão perfeito nas tuas entrelinhas… você me faria feliz, oh, se como! Mas a gente não se encaixa um no outro, a gente não conjuga o mesmo verbo… nós somos iguais demais e a vida não nos parabeniza. Eu sou um pedaço de você e você um pedaço de mim, um dia, bom, iremos nos tornar um só, sei que vamos. Nós sempre chegamos tão perto de sermos tudo, mas no segundo seguinte eramos nada, de novo… e mesmo assim, continuávamos sendo tudo outra vez. E você, meu anjo sem asas, tudo em mim.
João Amaral